MANCHAS APÓS EXPOSIÇÃO SOLAR: CONHEÇA

31/01/2018
MANCHAS  APÓS EXPOSIÇÃO SOLAR: CONHEÇA

Deixar de expor a pele no verão é praticamente impossível, ainda mais no forte calor brasileiro. Para que você se bronzeie de forma saudável é sempre necessário o uso de filtro solares antes, durante e depois de qualquer passeio. Caso tenha esquecido de se proteger é recomendado que observe como seu corpo responde depois da exposição. Uma das formas mais comuns de resposta são as manchas que aparecem na pele. Saiba o que são e como agir.

Queimadura Solar

É uma queimadura que se inicia após 2 a 7 horas de superexposição a raios solares. Ela consiste em uma reação inflamatória aguda da pele quando a radiação ultrapassa a capacidade de proteção da pele.

Sintomas: bolhas, ardência e manchas avermelhadas. A descamação pode acontecer após o surgimento da pele avermelhada.

Tratamento: use hidratante de forma intensa e não se exponha mais ao sol nos dias subsequentes. No caso de descamação, não faça esfoliação ou não force a retirada da pele. Aplique hidratante e aguarde a pele se regenerar. É válido ressaltar que esse tipo de queimadura, quando ocorre de maneira recorrente, pode contribuir para surgimento de câncer de pele.

Prevenção: aplique filtro solar, chapéus e evite o sol entre 10h e 16h. Não se esqueça de reaplicar o protetor a cada 2 horas e 15 a 30 minutos antes da exposição solar.

Melanose Solar

São manchas escuras e bem delimitadas que surgem na pele por falta de proteção. O resultado só aparece com o passar dos anos, por isso são mais comuns em pacientes com mais idade.

Sintomas: o acúmulo ao longo dos anos aumenta o número de melanócitos (célula que produz o pigmento que dá cor à pele) e estimula a produção de mais melanina, escurecendo a pele de maneira desigual.

Tratamento: laser, luz intensa pulsada e peelings podem ser feitos para amenizar as manchinhas, mas prefira este tratamento no inverno.

Prevenção: uso de proteção solar (FPS acima de 50) diariamente nas áreas mais expostas ao sol. Os efeitos da luz solar do dia a dia danificam gradualmente a pele, deixando sinais apenas no futuro.

Melasma

É caracterizada por manchas escuras na pele, sobretudo no rosto e é mais frequente em pessoas morenas e jovens. O surgimento se dá pelo desequilíbrio do melanócito, estimulando a pele na produção de mais pigmento.

Sintomas: surgimento de manchas escuras e de contornos irregulares na pele do rosto, como uma “máscara”.

Tratamento: infelizmente, não existe cura para melasma. O tratamento é voltado para o controle e prevenção de novas manchas. Os cuidados devem ser contínuos, pois se trata de uma condição crônica que tende a piorar caso não seja cuidada. O controle pode ser feito com cremes clareadores, peeling e laser.

Prevenção: use filtro solar diariamente e reaplique ao longo do dia. Não deixe de usar chapéus e bonés.

Câncer de pele

É o câncer mais comum, cerca de 25% dos cânceres são de pele. Ele é definido pelo crescimento descontrolado das células que compõem a pele.

Sintomas: pode ocorrer em qualquer parte da pele e eventualmente nas mucosas oral e genital. Nos homens, a área mais comum afetada é o dorso, já para as mulheres são braços e pernas. Os primeiros sinais são o surgimento ou a mudança de tamanho ou aparência em manchas ou pintas. Pintas assimétricas com bordas irregulares e de várias colorações devem ser acompanhadas de perto.

Tratamento: o mais comum é a cirurgia para retirada do tumor. Em casos de impossibilidade da cirurgia, o médico indica outros tratamentos que variam conforme o tipo e grau da doença.

Prevenção: evite sol entre as 10h e 16h, use protetor solar todos os dias (inclusive nublado) e fique atento com manchas e sinais da pele. É importante lembrar que o corpo inteiro deve ser protegido, áreas como orelhas, dorso dos pés, mãos, colo geralmente são esquecidas.

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