Blog · 5 de dezembro
Música e dermatologia
Estudo revela que a terapia com canções auxilia no tratamento de doenças.

A música, uma das artes mais sublimes, também vem sendo estudada por contribuir com a saúde. Há vários relatos dos benefícios da musicoterapia para quem passou por um acidente vascular cerebral, ou convive com hipertensão, Parkinson e autismo. Mas será que ela também pode auxiliar a dermatologia?
Sim, e muito — segundo um artigo de maio de 2023 do Archives of Dermatological Research. A publicação cita a música como uma ferramenta de intervenção clínica que pode ajudar no manejo de algumas doenças dermatológicas inflamatórias, entre elas a dermatite atópica, e de reações imunomediadas causadas por um desequilíbrio do sistema imune, como a psoríase e a artrite psoriásica.
De acordo com o estudo, a terapia com música também pode ser usada durante procedimentos dermatológicos feitos com infiltração local. Um exemplo é a cirurgia de Mohs, técnica que remove o câncer de pele com precisão: no relato, os benefícios foram obtidos com uma peça do pianista Chopin como trilha sonora de fundo.
Mas como a musicoterapia melhora as enfermidades e as intervenções dermatológicas? De três formas, segundo o artigo:
- na redução da ansiedade, por diminuir a atuação do sistema nervoso simpático, responsável por preparar o corpo para situações de estresse;
- no aumento da sensação de recompensa e prazer, já que libera neurotransmissores como dopamina, serotonina e endorfina — esta última com efeito analgésico natural, que ainda ajuda a diminuir a dor;
- na diminuição da inflamação, ao reduzir o cortisol e as interleucinas, que atuam também no sistema imune.
“Essa descoberta da ciência veio para somar. Afinal, todo mundo adora ouvir uma boa música”, diz a Dra. Gabriella Albuquerque.
A música é um complemento ao cuidado clínico, não um substituto. O tratamento médico continua sendo a prioridade.
Fonte: Clinical Music Interventions and Music Therapy in Dermatology. Arch Dermatol Res (2023) 315: 2485-2490.